segunda-feira, outubro 09, 2006

FM NORONHA (PARTE 1)


RADIO FM NORONHA
(Primeira Parte)

Existe uma radio FM em Noronha, que pertencia a Rádiobrás e que depois passou para o Governo de Pernambuco, assim com a Ilha. Numa época eu com minha solidão cultural, doença grave em comunidades pequena, (a ilha tinha naquela época 1500 habitantes) comecei a ventilar a possibilidade de fazer um programa de radio. Havia um único programa que era o do meu amigo Raminho, e ainda há. Fui até o Palácio e falei com o Administrador, (espécie de prefeito). Devo afirmar que Fernando de Noronha não se elege prefeito nem vereador. E expus a ele minha idéia. O administrador na época era Domício Alves Cordeiro, que chegou a se auto titular como sendo o IMPERADOR da ilha segundo algumas pessoas. E ele era sim um sujeito totalmente aberto a um monologo. Bom, vamos correr um pouquinho para dar tempo de entrar no assunto em palta.
Consegui a autorização para fazer o programa, e era uma espécie de Robin Williams em Bom dia Vietnã. Eu começava o programa com um grito assim, “BOM DIA NORONHA, ESTA NO AR E NA ILHA O Ju Medeiros SHOW”. Como eu residia numa casinha na Praia do Meio, toda as manhas ia subido ate a Radio FM Noronha, e com um caderno ia anotando as queixas das pessoas em relação ao governo, IBAMA, super mercados, (se é que podia se chamar assim), e mais outros assuntos da mesma espécie. Durante o programa eu ia trazendo os assuntos mais significativo e de ajuda a população como um todo. Era totalmente imparcial. Dava o direito para sempre ser ouvido às duas partes, ou até mesmo a varias partes, que é o que vai rolar daqui a pouco.
Eu criava quadros por dia da semana, devido ao grande tempo que dispúnhamos, (Isso é que é Radio!!!!) então na segunda-feira tinha o Perguntas aos médicos, na terça-feira; Olhe os Preços, (onde eu ligava para todos os três mercados da ilha e fazia uma cotação dos principais produtos), as pessoas já saiam das casas com um destino certo em qual comprar: o frango num mercado, o arroz num outro o óleo em outro, e assim por diante, sempre esperavam eu fazer as perguntas, e era tudo ao vivo. Eu não permitia nada em off.
Tinha um outro quadro que se chamava Som das Almas, que só tocava musicas de Artistas que tinham morrido. Lembro-me do dia que toquei Antonio Marcos (ex da Vanusa). E tinha furos de reportagens. E em um belo dia....

Eleição para o quadro de diretores da Empresa Noronhense de Desenvolvimento, uma espécie de empresa que foi criada para desenvolver o turismo na ilha e tinha 86 sócios e a cada três ou quatro anos trocavam a diretoria. Nessa semana eu tinha convidado o Jairio, um dos que tentaria ser eleito para tal cargo. O Jairo era proprietário do Mega Shopping, um mercado que tinha 5 metros de frente por 25 de comprimento, embora se chamasse MEGA. E antes da entrevista ele me falou que entres eles fizeram um acordo para nenhum candidato se pronunciasse sobre o balanço da empresa, pois a mesma havia muitas divergências financeira, a saber. E ao saber disso a chamada assim: “(NÃO PERCAM HOJE, TUDO QUE VOCE DEVE SABER SOBRE O QUE NÃO PODERIA EM RELAÇÃO AO HOTEL), esse era o nome que usávamos para se referir a Empresa, pois era o único “Hotel” que havia na ilha”. Hotel Esmeralda, era uma pousada melhorada. Tinha até banheiro no quarto. Pra que vocês tenham uma idéia, naquela época era a única empresa que tinha ar condicionado no escritório, nenhum banheiro tinha chuveiro elétrico, era proibido, assim como ar condicionado em toda a ilha.

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